ITEP de Caicó funciona na improvisação
O prédio do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) de Caicó passou por uma reforma recentemente. Ao chegar, a primeira impressão que o usuário tem é das melhores. Mas basta entrar para ver que, na prática, o Itep de Caicó funciona apenas de “fachada”.
Entre as inúmeras dificuldades encontradas na sede do Seridó, a mais gritante foi a falta de peritos. É uma sede de polícia científica sem peritos, principal personagem nesse tipo de instituição policial.
Fora a falta de peritos, existem outros graves problemas, como a situação dos carros. São três, um tipo Santana, com quase dez anos de uso, e uma caminhonete Toyota, que já tem aproximadamente 20 anos de uso. Ela já não é mais nem utilizada em Caicó, de acordo com Raimundo da Costa, diretor regional do Itep. “Só usamos quando a outra está fora e é um caso de urgência”.
O terceiro veículo é uma caminhonete cabine simples, que tem menos de cinco anos de uso, mas também não está em boas condições. “A gente arrisca a vida todos os dias andando nesses carros”, denuncia um funcionário que pediu para não ser identificado.
Quanto aos outros dois, Raimundo afirma: “são carros velhos, mas não dão problema, graças a Deus. Essa Toyota (a que tem 20 anos) é muito boa. Dificilmente dá problema”, comenta Raimundo, que está há sete anos como diretor.
O prédio, apesar da boa aparência, tem apenas quatro salas. Uma é usada como dormitório, outra para guardar os cadáveres, a terceira para emissão de laudos médicos e a quarta é dividida pelo coordenador e sub-coordenador.
“O ideal aqui é mais salas, local adequado pro pessoal que vem de fora dormir (é que muitos funcionários do Itep de Caicó não moram lá)”, explica Raimundo.
Hoje, o Itep de Caicó atende 25 cidades daquela região. A sede tem câmara fria com espaço para três corpos, no caso de algum que chegue sem identificação e tenha que permanecer até 30 dias na “geladeira”, como manda a lei.
São seis médicos-legistas e quatro necrotomistas, a mesma quantidade de Mossoró. O ideal para a cidade, segundo o diretor, seria ter pelo menos quatro peritos.
Fonte: Tribuna do Norte
